
Pilar Meio Ambiente: Do viveiro às trilhas: o trabalho que mantém a Cidade dos Lagos mais verde e sustentável
Sob a coordenação de Agenor Antonelli, o Turco, o viveiro da Cidade dos Lagos produz mudas, recupera espécies nativas e transforma resíduos vegetais em matéria orgânica para o paisagismo do bairro
15 de julho de 2026
Quem percorre as praças, os lagos, os parques e as trilhas da Cidade dos Lagos encontra espaços limpos, arborizados e cuidadosamente preservados. Por trás desse cenário, existe um trabalho diário de planejamento, produção de mudas, manutenção e cuidado ambiental realizado por uma equipe dedicada.
Em participação no CTPod, podcast oficial do Cilla Tech Park, Agenor Antonelli, conhecido como Turco, apresentou detalhes sobre o funcionamento do viveiro e sobre o trabalho de paisagismo desenvolvido na Cidade dos Lagos. Responsável pela coordenação das equipes, ele explicou que as atividades começam com reuniões diárias para a definição das prioridades e a distribuição dos trabalhos.
A rotina envolve desde a limpeza das vias, calçadas e áreas de convivência até o cuidado com os jardins, lagos, trilhas, praças e demais espaços verdes. Como as necessidades podem surgir de forma inesperada, a equipe precisa estar preparada para atender rapidamente cada situação.
Produção própria de mudas
Um dos principais diferenciais do trabalho ambiental realizado na Cidade dos Lagos é a existência de um viveiro próprio. “Hoje nós estamos com uma média de 70% das plantas, que são destinadas para a Cidade dos Lagos, são produzidas por nós”, afirma Turco.
O viveiro surgiu inicialmente como um espaço para recuperar plantas. Com o crescimento da Cidade dos Lagos e a necessidade de atender os projetos de paisagismo com maior rapidez, sua estrutura foi ampliada e passou a produzir diferentes espécies adaptadas ao clima de Guarapuava.
Segundo Turco, a escolha das plantas considera as características de cada local. Nas trilhas e áreas de preservação, por exemplo, são priorizadas espécies nativas e frutíferas, que também contribuem para a alimentação e a proteção da fauna. Já nos parques e áreas de convivência são utilizadas plantas que resistem às variações de temperatura e ajudam a criar diferentes composições paisagísticas ao longo do ano.
Esse planejamento permite que cada espaço receba as espécies mais adequadas às condições ambientais e ao uso da área, aumentando a durabilidade das plantas e reduzindo a necessidade de substituições.
Preservação de espécies nativas
O trabalho do viveiro também contribui diretamente para a preservação de espécies ameaçadas ou características da vegetação regional, “Nós temos a araucária, a imbuia e o xaxim”, comenta Turco.
As sementes são coletadas nas áreas de reserva da própria Cidade dos Lagos, levadas ao viveiro e acompanhadas durante seu desenvolvimento. Quando as mudas estão formadas e preparadas para o plantio, retornam aos parques, trilhas e reservas. Segundo Turco, em 2026, mais de 300 araucárias produzidas no viveiro foram plantadas nas reservas e no Parque da Cidade dos Lagos.
Parte dessas plantas é disponibilizada gratuitamente para escolas, entidades, produtores e outros grupos interessados, ampliando o alcance das ações de preservação e incentivando o cuidado com o meio ambiente em toda a comunidade.
Trilhas que unem preservação, lazer e acessibilidade
As trilhas da Cidade dos Lagos são um dos exemplos mais visíveis da integração entre paisagismo, conservação ambiental, lazer e qualidade de vida.
“A trilha tem aproximadamente 2.400 metros, com uma largura de 3 metros e com uma qualidade invejável de base”, afirma Turco. O espaço foi desenvolvido ao longo de mais de um ano de trabalho. As trilhas contam com pontes, passarelas, cachoeira, roda d’água, monjolo e áreas destinadas à convivência e à contemplação da natureza.
Segundo Turco, cerca de 3,5 mil plantas já foram incorporadas ao entorno das trilhas, especialmente espécies nativas e frutíferas produzidas no viveiro.
Além da conservação ambiental, o espaço foi planejado para receber diferentes públicos, incluindo crianças, idosos e pessoas com deficiência. Escolas e grupos organizados também utilizam o local para visitas, atividades educativas e momentos de contato com a natureza.
Resíduos que se transformam em adubo
Outra iniciativa desenvolvida pela equipe é o reaproveitamento dos resíduos produzidos durante a manutenção das áreas verdes.
“A cinza, a serragem, a casca do pinus e outros produtos, que antigamente eram descartáveis, e muitas vezes até era uma situação que era um empecilho para as empresas, hoje tudo isso, toda essa poda, os galhos que caem aqui na Cidade dos Lagos, tudo é transformado em matéria orgânica, tudo é transformado em adubo”, explica Turco.
Após o tratamento e a complementação com nutrientes, essa matéria orgânica é utilizada no plantio e na manutenção dos jardins. O processo reduz o desperdício, diminui a necessidade de adquirir insumos externos e melhora o desenvolvimento das plantas.
Um trabalho permanente
Manter a Cidade dos Lagos limpa, organizada e arborizada exige uma estrutura permanente. A equipe conta com caminhões-pipa, tratores, carretas, caminhão-caçamba, equipamentos de poda e máquinas específicas para o corte de grama.
Mais do que os equipamentos, Turco destaca o comprometimento dos profissionais envolvidos. São colaboradores que conhecem as necessidades de cada área e compreendem a importância do trabalho para os moradores, visitantes e instituições localizadas no bairro.
A manutenção frequente também contribui para que os espaços públicos continuem recebendo famílias, estudantes, excursões e visitantes. Limpeza, segurança, organização e preservação caminham juntas para criar ambientes acolhedores e acessíveis.
Pilar Meio Ambiente
O viveiro, a produção de espécies nativas, o reaproveitamento dos resíduos vegetais, a preservação das reservas e a manutenção dos espaços verdes representam, na prática, o pilar Meio Ambiente da Cidade dos Lagos.
Mais do que um elemento estético, o paisagismo contribui para proteger a biodiversidade, melhorar a qualidade dos espaços urbanos, proporcionar áreas de lazer e fortalecer a relação da comunidade com a natureza.
Cada muda produzida, cada árvore plantada e cada espaço preservado fazem parte de um compromisso contínuo: construir um bairro que cresça de maneira planejada, sustentável e integrada ao meio ambiente.


